Sandra Fayad

Proseando em versos

Textos

PASSAGEM SUBTERRÂNEA
PASSAGEM SUBTERRÂNEA

Será que desta vez desatamos os nós?
Será que iremos ao Parque sem atropelo?
Será que desta vez foi ouvida nossa voz?
Será que conseguimos  quebrar o gelo?

Paredes brancas, tintura nova,
Iluminação e piso a ser consertado,
Esperança que o GDF veio dar prova
Da antiga causa haver abraçado.

Passagem subterrânea destinada ao pedestre
Que Lucio Costa, o arquiteto, desenhou.
Cinquenta anos depois a ideia do mestre
O cidadão pagador de impostos não praticou.

Lugar escuro, perigoso, deserto,
Pichado, imundo, destruído.
Parte fechado, parte a céu aberto,
Onde se praticava o que é proibido.

Será que desta vez desatamos os nós?
Será que iremos ao Parque sem atropelo?
Será que desta vez foi ouvida nossa voz?
Será que conseguimos quebrar o gelo?
Sandra Fayad
Enviado por Sandra Fayad em 16/07/2012
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