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Sandra Fayad Bsb
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Da Série "Histórias da Horta" de minha autoria:

Hoje não me contive. Os cães latiam insistentemente. Fui até o portão para ver do que se tratava. Havia um homem de cerca de 40 anos, bem apessoado, na rampa da horta. Olhei para as suas mãos cheias de folhas. Era capim santo, salsinha e por entre os dedos tomatinhos cereja.
- Vim pegar! Cheirnho bom - falou ele.
- Você não pode fazer isto. Há avisos por todo lado explicando que este lugar é um Museu Vivo. Em Museus você arranca as obras de arte e leva? perguntei.

Acho até que usei um tom de voz mais alto. Eu havia perdido o controle. Olhei bem para o pezinho pelado do capim santo e senti vontade de abraçá-lo e beijá-lo como consolo.
Ele ficou tentando se justificar:
- É que minha esposa adora plantas, Estou levando pra ela. Nós moramos aqui em frente. Ali! Está vendo aquela janela?
Desculpe-me! Eu não li os cartazes.

Respirei fundo. Contei até dez. Pensei na salsinha. Havia tão poucos galhos no vaso que, quando a Tatiana vinha com a cachorrinha Nina para comer uns galhinhos, eu estava economizando. Colhia dois ou três no máximo.
Aí eu não sei se por desconforto ou se por ironia, ele comentou:
- Ainda tem muitos tomates bem vermilhinhos ali dentro. O que é que a senhora faz com eles?
- Deixo aí para as pessoas verem, fotografarem, às vezes dou de presente às crianaças qe vem visitar o espaço. Para você também há este espaço aqui - apontei para os cestos de doação. Aqui, nós colocamos o que é possível doar, Você pode levar à vontade. Mas não danifique mais as plantas, por favor.
E saí para a minha caminhada de final de tarde, enquanto ele atravessava a rua com os pedaços das folhas dos pés de salsinha e de capim santo.
Não tenho vergonha de contar: bufei de raiva até que... a serotonina produziu a sensação de bem estar. E agora estou melhor por ter compartilhado com você essa história. Obrigada por ouvir-me!
Sandra Fayad Bsb
Enviado por Sandra Fayad Bsb em 01/10/2019
Alterado em 01/10/2019
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